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Pacto Global discute importância do saneamento básico na luta contra o novo coronavírus

Imagem: Banco de Imagens

Imagem: Banco de Imagens

A falta de água e saneamento coloca bilhões de pessoas em risco de contaminação por coronavírus. De acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a lavagem de mãos é uma defesa básica de primeira linha, sendo a forma mais eficaz de prevenir a propagação da COVID-19. Entretanto, a ONU estima que uma em cada três pessoas no mundo não tem acesso a água potável . Para discutir estes desafios, a Rede Brasil do Pacto Global promoveu nesta quinta-feira (23) o webinar COVID-19 e ODS6: A importância do saneamento básico para o combate ao coronavírus.

A iniciativa reuniu especialistas de diversas instituições para discutir como garantir o acesso à água potável e saneamento adequado às milhões de brasileiros e brasileiras que não possuem acesso a esses direitos básicos. Também foi discutido o que as empresas podem fazer para  minimizar o risco ao qual a população mais vulnerável está exposta, causado pela falta de infraestrutura de saúde e saneamento adequadas para lidar com a propagação do vírus.

Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, apresentou uma visão geral sobre o cenário atual do saneamento no país e os impactos no controle da COVID-19. Ele foi seguido por Ana Freitas Ribeiro, médica sanitarista e epidemiologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, que deu uma visão geral de caráter técnico sobre a COVID-19.

De acordo com a especialista, estudos já realizados não mostraram evidência da presença do vírus em águas superficiais ou subterrâneas, nem a transmissão por ingestão de água. Ainda assim, algumas medidas devem ser tomadas para manter a segurança do abastecimento de água, tais como: proteção da fonte da água; tratamento no ponto de distribuição, coleta e consumo; filtração e desinfecção; armazenamento seguro e limpeza regular das caixas d´água.

Marina de Castro Rodrigues, coordenadora de Responsabilidade Social Corporativa da Aegea Saneamento, destacou as ações da empresa no combate à pandemia. “Adotamos uma série de recomendações de saúde e segurança para os colaboradores que precisam estar nas ruas para manter o nosso serviço que é essencial”, explicou. “Colaboramos com a população e os órgãos públicos dos municípios onde operamos por meio de ações como a desinfecção de espaços de grande circulação e doações de alimentos e produtos de higiene para população vulnerável nesse momento de crise”.

Renata Ruggiero Moraes, diretora-presidente do Instituto Iguá de Sustentabilidade, falou sobre o “Papel das Ações Coletivas no combate à COVID-19”. Renata citou a iniciativa que o Instituto vem desenvolvendo, chamada Aliança Água + Acesso, uma aliança formada por 14 organizações para ampliar o acesso à água em áreas rurais, com atuação em três frentes: infraestrutura para acesso e tratamento; modelos autossustentáveis de gestão comunitária; e fortalecimento da causa e do ecossistema.

Rodolfo Sirol, presidente do conselho da Rede Brasil do Pacto Global, apresentou as ações da frente Pacto contra a Covid e do coletivo Covid Radar.

Fonte: Nações Unidas