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A pandemia e a necessidade do saneamento básico

Imagem: Banco de Imagens

Imagem: Banco de Imagens

As medidas de prevenção contra o coronavírus indicam sem hesitação: lavar bem as mãos com água e sabão. Porém, essa não é uma realidade tão simples para uma parcela considerável de mineiros.

A Agência Reguladora dos Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG), que atua em 644 municípios, acompanha anualmente os indicadores dessas localidades reguladas. E, a análise mais recente demonstra que 38% das cidades avaliadas foram enquadradas em condições insatisfatórias em relação ao atendimento urbano de água. Isso significa que, em 228 municípios, ou seja, aproximadamente 9 em cada 100 pessoas não têm acesso a água canalizada em suas residências.

Situação que se agrava ainda mais em tempos de pandemia, quando usar a água limpa para higienizar as mãos é “quase” uma vacina para se evitar a contaminação e a propagação do vírus.

O levantamento feito pela agência ainda considera o atendimento urbano de esgotos no Estado. Os resultados apontam tímidas melhorias entre 2017 e 2018. No entanto, exibem fragilidades que precisam ser superadas no setor de saneamento mineiro. Por seu forte impacto no meio ambiente e na qualidade de vida e saúde das pessoas, a coleta e o tratamento dos esgotos são os principais desafios.

No Brasil, mais de 10 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência de doenças associadas a falta de saneamento básico, segundo dados do Datasus. Em Minas Gerais, apenas 246 municípios regulados pela agência têm prestação de serviços de esgoto e, 56% deles, em condições consideradas insatisfatórias. E é importante destacar que nessas contas não estão inseridos os habitantes da zona rural, que certamente enfrentam ainda mais dificuldades no acesso aos serviços de água e esgoto.

O saneamento é essencial para a dignidade humana. Sua importância não começou nesse tempo de pandemia, mas é acentuada por ele. Uma das formas de superar os obstáculos nessa área é por meio da pressão social. Para incentivar, por exemplo, o envolvimento da população, a Arsae busca atuar com o máximo de transparência. Por isso, divulga os resultados municipais dos seus levantamentos anuais por meio do ProSun, sua ferramenta de Regulação por Exposição.

Historicamente, o saneamento, de competência municipal, é o setor de infraestrutura que recebe menos atenção do poder público, insuficiente influxo de recursos e limitada participação da iniciativa privada. A valorização do setor é uma necessidade de saúde pública, não somente por ser uma medida importante de combate à pandemia, mas também pelo seu potencial de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos no longo prazo. E, essa situação só poderá ser alterada com vultosos investimentos, tão carentes, sobretudo nos dias atuais.

Fonte: O Tempo, escrita por Antonio Claret Jr. e Samuel Barbi